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LEISHMANIOSE TEGUMENTAR E VISCERAL

Introdução


A leishmaniose é um grupo de doenças infecciosas, mas não contagiosas, causadas por um protozoário (micro-organismo unicelular) do gênero Leishmania. Esse é um tema de relevância para a saúde pública no Brasil, pois há casos registrados em diversas regiões do país, sendo mais comum em áreas rurais. Atualmente, no Estado do Rio de Janeiro, existem dois tipos principais: a leishmaniose tegumentar (ou cutânea) e a leishmaniose visceral (ou calazar). Ambas são transmitidas por insetos infectados e podem afetar tanto humanos quanto animais.


Protozoário Leishmania
Protozoário Leishmania

Transmissão 


A transmissão acontece por meio da picada da fêmea do flebotomíneo, conhecido popularmente como “mosquito palha”, “asa branca” ou “birigui”. Quando esse inseto pica um animal infectado (que já foi anteriormente picado por um mosquito-palha), ele adquire o parasita. Depois, ao picar uma pessoa saudável, transmite a doença enquanto se alimenta de seu sangue. Por causa do tamanho pequeno (2 a 3 mm), esses mosquitos conseguem atravessar telas comuns e mosquiteiros, principalmente em áreas úmidas e sombreadas, próximas a matas.


Flebotomíneo
Flebotomíneo

Tipos


1- Leishmaniose tegumentar 


Duas a três semanas após a picada pelo mosquito, aparece uma pequena elevação da pele avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca. Causa feridas na pele, principalmente em áreas descobertas do corpo. Não costuma ser letal.


2- Visceral 


Afeta órgãos internos, como fígado, baço e medula óssea. Os sintomas incluem febre prolongada, anemia, palidez, falta de apetite, perda de peso e aumento do abdômen por causa do fígado e baço aumentados. É mais comum em crianças e, se não tratada, pode levar à morte.



Diagnóstico e Tratamento


O diagnóstico da Leishmaniose é feito com ajuda de exames da avaliação do profissional de saúde. Primeiro, o médico ou enfermeiro observa os sintomas, como feridas na pele ou inchaço do fígado e do baço. Depois, podem ser feitos exames para confirmar a doença, como raspado da ferida, a biópsia ou aspiração de medula óssea. Também, existem testes de sangue que mostram se a pessoa tem o parasita ou sinais de que ele está no corpo. Para todas as formas de leishmaniose, o tratamento de primeira linha no Brasil é feito com antimoniato de meglumina (Glucantime). Outros medicamentos, utilizados como segunda escolha, são a anfotericina B e a pentamidina. Todas essas medicações têm toxicidade considerável.

No caso dos cães, também existe tratamento autorizado e vacinas disponíveis, mas a vacinação canina não é usada como forma de controle da doença humana por motivos de segurança, eficácia e aprovação da regulação para a espécie humana.



Prevenção


Ainda não existe vacina para humanos, logo as medidas mais utilizadas para a prevenção e o combate da doença se baseiam no controle desses insetos vetores e reservatórios, proteção individual, diagnóstico precoce, tratamento dos doentes, manejo ambiental e educação em saúde.


 Algumas medidas importantes incluem:

  • Evitar construir casas próximas a áreas de mata;

  • Usar repelentes, roupas compridas e mosquiteiros;

  • Colocar telas em portas e janelas;

  • Manter quintais limpos, sem acúmulo de lixo orgânico;

  • Fazer poda de árvores para evitar locais sombreados;

  • Realizar dedetização em locais indicados pelas autoridades de saúde.


Referências Bibliográficas

[1] ALVES, B. / O. / O.-M. Leishmaniose | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/leishmaniose-2/>.


[2] Leishmaniose. Disponível em: <https://agencia.fiocruz.br/leishmaniose>.

[3] ‌Saiba quais são os tipos, os sintomas e a transmissão das leishmanioses em humanos. Disponível em: <https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/10/saiba-quais-sao-os-tipos-os-sintomas-e-a-transmissao-das-leishmanioses-em-humanos>.


 
 
 

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